Vinhos do Novo e do Velho Mundo: história, tradição e curiosidades


Vinhos do Novo e do Velho Mundo: história, tradição e curiosidades

É incontestável a importância que o mundo dos vinhos tem para diversas civilizações, sejam elas muito antigas, como a maior parte dos países europeus, ou mesmo os recentemente colonizados e que já se destacam na vitivinicultura, como nosso Brasil. Contra fatos não há argumentos, sendo assim, podemos dizer que quando falamos em vinhos, vários outros assuntos vem à tona, como históriagastronomia, química, microbiologia e, também, geografia.

Se formos detalhar todas as curiosidades acerca da "bebida de Baco" perceberemos que existem muitas origens e classificações, algumas famosas e de fácil entendimento para quem aprecia vinhos com frequência, outras complexas e muito específicas, que complicam a vida de todo entusiasta vínico. Então, preparamos neste post um compilado de assuntos variados para que você entenda diversas peculiaridades sobre os vinhos de forma objetiva e bastante dinâmica, distinguindo o que representa o Velho e o Novo Mundo dos Vinhos através de uma análise geográfica. Acompanhe!

Velho Mundo: um conceito geográfico a ser entendido

Chamamos de vinhos do Velho Mundo os produtos elaborados nos mais tradicionais países produtores, onde a cultura vínica está incrustada há séculos de maneira consolidada. Os países mais conhecidos pertencem ao continente europeu, mas precisamos considerar a forte influência da Ásia e do norte da África, principalmente quando falamos das nações que compõe o Oriente Médio.

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Embora seja comprovado que a origem dos vinhos se deu no já mencionado Oriente Médio, onde podemos chamar de países que pertencem a Eurásia, atualmente a produção vitivinícola não se destaca por lá, pelo menos, em volume. Este fato se deve pela forte influência religiosa e, falando em religião, diferentes crenças fizeram com que a Europa se tornasse o maior polo produtor de uvas e vinhos. Observando a importância do mundo dos vinhos para esses povos, vamos detalhar alguns aspectos interessantes. Veja a seguir!

Tradição

Embora as técnicas que envolvem desde o cultivo dos vinhedos até a elaboração dos vinhos tenha evoluído bastante, principalmente no último século, ainda existem pequenas regiões e produtores que defendem os métodos mais empíricos de vinificação, onde o aprendizado foi passado de geração em geração.

Terroir

Para os viticultores do Velho Mundo, também conhecidos como vinhateiros, o produto vinho é a maior expressão do terroir. Este conceito está atrelado a todos os fatores que fazem com que determinado vinho seja único em sabor e história, considerando a influência do solo, clima, relevo e cultura, sempre atrelados à mão do homem em uma sinergia perfeita e inquestionável. 

Denominações de Origem

Com o passar dos anos e a influência direta do mercado vitivinícola na economia de vários países, tornou-se compulsória a implementação de regras para a produção, com o objetivo de enaltecer produtos de características distintas ou, pelo menos, evitar fraudes. Assim surgiram as primeiras Denominações de Origem, classificando e fragmentando os vinhos de acordo com a região produtora, impondo regras para que os produtos mantivessem o padrão exigido. Hoje são centenas de nomenclaturas, em diversos países e vale lembrar que quando falamos em denominações de origem, não estamos nos referindo diretamente à qualidade, mas sim a tipicidade de determinado produto. 

Dica: Veja como surgiram as denominações de origem

Velho Mundo e sua história

Não se sabe com exatidão onde e quando surgiu o vinho, mas vários estudiosos apontam que há aproximadamente 8 mil anos já existia o hábito de transformar uvas em nossa bebida favorita, ou seja, desde as primeiras civilizações. É claro que a forma como isso acontecia era muito diferente e, provavelmente, os produtos também se modificaram (creio que para melhor), mas, se elencássemos um lugar no mundo que seria o berço da viticultura, a resposta não poderia ser diferente: Monte Cáucaso, compreendido no que hoje chamamos de Eurásia, englobando a Geórgia e o Azerbaijão, localizado entre os mares Negro e Cáspio. Curioso, não?

A cultura vínica foi propagada conforme o surgimento de novas civilizações. Como já mencionamos, cronologicamente, tudo começou no Oriente Médio, onde o vinho fazia parte da cultura de vários povos, contudo, era utilizado principalmente em comemorações e datas especiais. Com o passar do tempo e o apogeu do povo Egípcio, o produto vinho era enaltecido e muito consumido pelos faraós, mas foi somente alguns séculos depois, na Grécia, é que a alegria proporcionada pelo vinho era divida entre todos, tornando-se uma bebida de consumo diário. 

Até agora, percebemos que a história do vinho é mais longa e complexa do que imaginávamos, mas houve um povo que mudou tudo, fazendo com que hoje o vinho faça parte da cultura de muitos países que são reconhecidos internacionalmente pela qualidade e tradição dos vinhos que elaboram. Foram os romanos que pulverizaram a cultura do vinho durante o ápice do seu império.

Como sabemos, o Império Romano foi um dos maiores, fortes e famosos da história e seu povo tinha como hábito consumir vinhos, muito vinhos. Sendo assim, para que a cultura vitivinícola fosse espalhada por todo o território pertencente ao império, os povos dominados eram estimulados a implantar mudas de videira, fazendo com que boa parte da Europa fosse "cravejada" de vinhedos

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Mas nem tudo são flores (ou vinhas). Já ouviu falar da Idade das Trevas? Pois bem, para o vinho não foi diferente. Com a queda do Império Romano, os assuntos políticos, econômicos e culturais passaram a ser controlados pela Igreja Católica e, junto a ela, o controle sobre a elaboração dos vinhos. É verdade que devemos agradecer aos monges várias melhorias na produção de uvas, contudo, vinho para todos só se tornou um fato com o renascentismo e as novas colonizações.

Principais países produtores do Velho Mundo

De todos os países europeus, cinco se destacam pela quantidade de uvas produzidas e também pela fama de seus vinhos: Itália, França, Espanha, Portugal e Alemanha. A seguir falaremos um pouco mais sobre cada um, abordando suas principais regiões e dando algumas sugestões para que você comece a "aumentar sua litragem", ou melhor, conhecimentos.

Itália

Não é possível falar em vinhos e não citar a Itália. O fantástico "país da bota" é repleto de vinhedos de norte a sul e todas suas regiões possuem relevância no cenário vitivinícola. Atualmente é conhecida por ser o maior produtor de vinhos do mundo e conta com uma riqueza de culturas, sabores e histórias que nos instigam a querer fazer as malas e provar seus vinhos in loco. É impossível abordar todas as peculiaridades dos vinhos italianos em um único texto, mas, a seguir, descreveremos as principais regiões vinícolas e daremos sugestões de produtos para que você não erre nas escolhas e já comece a planejar a viagem, a final, a pressa é inimiga da perfeição. 

Toscana

Sim! Ela é linda, gigantesca e encantadora. Terra dos vinhos mais famosos do país e caracterizada pela uva mais emblemática e produzida em toda Itália, a suculenta Sangiovese. É essa cultivar que origina os icônicos Chianti e Brunello. Nossas sugestões são os longevos e encorpados Don Tommaso Chianti Classico DOCG e o Brunello di Montalcino Mastrojanni.

Dica: Quais são as diferenças entre os vinhos do velho e do novo mundo?

Piemonte

Outra região pitoresca e próxima aos belos Alpes Suíços. Aqui também é terra de vinhos famosos, como os inebriantes Barolo e Barbaresco. Muitas uvas se destacam, mas é impossível não citar a temperamental Nebbiolo, uva que protagoniza o ícone G. D. Vajra Barolo DOCG Albe. Se você é um curioso por uvas diferentes, não deixe de experimentar também a Barbera e a Dolcetto, que também são clássicas no Piemonte

Vêneto 

No Vêneto se cultiva muitas uvas, mas a maior parte delas não são tão famosas, muito menos cultivadas fora de lá. Entretanto, as variedades Corvina, Corvinone, Rondinella e Molinara são as responsáveis por elaborar os grandes vinhos Valpolicella, sejam eles os Amarones, Ripassos ou Reciotos. O nome da denominação significa "vale das muitas adegas", fazendo menção às várias vinícolas da região. Se você gosta de vinhos potentes, prove o Amarone Della Valpolicella DOC Classico, da secular vinícola Monte Del Frá. Agora, se você gosta de vinhos brancos encorpados e acha que somente Chardonnay lhe proporcionará essa experiência, conheça o Custoza DOC Superiore Cá del Magro, elaborado com várias uvas, onde a estrela chama-se Garganega

Lombardia

Não é somente de vinhos tranquilos (sem borbulhas) que vive a Itália. Desde a década de 1980 diversos produtores vem investindo tempo, dinheiro e paixão para a produção de vinhos espumantes. Com todo esse empenho, os resultados não demorariam a aparecer, culminando nos saborosos e cremosos espumantes Franciacorta. Elaborados através do Método Tradicional e utilizando uvas clássicas como Chardonnay e Pinot Noir. Quer sugestão? Prove o Satèn Brut da vinícola Bellavista. Esse Franciacorta faz muito Champagne "tirar o chapéu".

Abruzzo

Por muito tempo esquecida, mas que nas últimas décadas vem se destacando em concursos, conquistando premiações importantes para seus exemplares. A região de Abruzzo é singular e com uvas, no mínimo, curiosas. Já ouviu falar em PasserinaCoccociola e Pecorino? Pois bem! Essa é uma pequena amostra de tudo que a região banhada pelo Mar Adriático pode nos proporcionar. Agora, se você gosta de vinhos clássicos, não se esqueça de provar um Montepulciano, uva bandeira da região. Nossa dica é o concentrado Amaranta

Veja no banner abaixo o guia sobre os principais tipos de uva utilizados na produção e vinhos ao redor do mundo!

Conheça os principais tipos de uva usados na produção de vinhos

Puglia

Região localizada no "salto da bota", tornando-se mundialmente conhecida pela uva Primitivo. Com verões quentes e longos, praias de areia branca e muita história. Nossa dica de hoje é o vinho Primitivo di Manduria Papale Oro DOP, feito em homenagem ao Papa Bento XIII, que, crenças à parte, foi um homem que mudou o cenário econômico da região há alguns séculos, tornando a Puglia próspera e conhecida. 

Sicília

Talvez a mais região italiana mais linda se falarmos das belezas naturais. A ilha da Sicília está localizada ao sul do país e se destaca pela produção da uva Nero D'Avola, e se dermos enfoque ao terroir, lembre-se que a ilha é o abrigo do vulcão Etna, ainda ativo e responsável por quase todos os fatores que fazem daquela região única.

Campânia

Com vinhos não tão famosos quanto às outras regiões citadas, mas com uma rica cultura vitícola. Se você é fã dos vinhos brancos frescos e elegantes, não deixe de provar um exemplar de Falanghina ou Fiano di Avellino, agora, se sua "praia" são tintos longevos e singulares, não passe por essa vida sem provar um Aglianico, uma das uvas mais antigas da Itália e responsável por elaborar o vinho Taurasi DOCG.

França

Conhecidos por dominar assuntos relacionados à vitivinicultura e gastronomia, os franceses se tornaram o que o mundo todo gostaria de ser, pelo menos, enologicamente falando. Famosa, tradicional, inspiradora, inconfundível e inimitável. Tudo bem! Acho que perceberam que gosto um pouco da França. 

Bordeaux

Começamos pela maior e mais famosa região produtora francesa. Conhecida pelo tintos de guarda e brancos licorosos. É o berço das tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. Além disso, possui grandes vinhos de Sémillon e Sauvignon Blanc. Nossa sugestão são vinhos totalmente opostos, mas incrivelmente saborosos, cada um dentro do seu estilo. Para os tradicionais a escolha poderá ser o Fleur de Fonplegade, nada menos que um Grand Cru da comuna de Saint-Émilion. Já os ávidos por experiência única e que acreditam que cada minuto deve ser vivido intensamente, nada melhor que o Château Guiraud, um grande vinho de sobremesa, elaborado com uvas botritizadas da região de Sauternes. 

Dica: Tipos de uvas: tudo o que você precisa saber

Borgonha

Elegância é a palavra que melhor define a Borgonha. Terra do mais longevo Pinot Noir e do mais fino Chardonnay. Vinhos admirados ao redor do mundo e desejados em todas as adegas. Se existe uma região no mundo que entendeu sua verdadeira vocação, ela se chama Borgonha.

Champagne

Talvez a bebida mais famosa do mundo. Mesmo quem não conhece vinhos ou não tem o hábito de consumi-los já ouviu falar em Champagne. Esses espumantes são sinônimos de tradição, delicadeza e celebração. Seu método de vinificação é utilizado mundo afora, mas de uma coisa temos certeza, Champagne é Champagne! Impossível imitar. Quer provar um dos melhores exemplares, vai de Armand de Brignac, que já foi considerado um dos melhores do mundo e não falta nas festas de artistas americanos da atualidade. Curiosidade: Sabia que o rapper Jay-Z é proprietário da marca?

Espanha

Gigantesca se compararmos com os outros países europeus. Atualmente a Espanha detém o título de país com maior quantidade de vinhedos plantados. Lugar de vinhos robustos, intensos e com forte personalidade. 

Rioja

Localizada ao norte da Espanha e considerada a principal região produtora de vinhos do país, não em volume, mas em prestígio. A Rioja é a prova incontestável do equilíbrio entre tradição e tecnologia, clima e solo, homem e regras. Conhecida por respeitar padrões bastante rigorosos para a elaboração de seus vinhos, principalmente quando nos referimos ao tempo de maturação em barricas de carvalho e envelhecimento do produto em garrafas. Jovem, Crianza, Reserva e Gran Reserva, assim seus vinhos são classificados de acordo com o seu padrão. Se fossemos escolher uma uva para representar a Espanha, a resposta não poderia ser diferente: Tempranillo!

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Ribera Del Duero

Menos famosa que a região anterior, mas que já se destaca no cenário internacional. A região que se desenvolve na beira do Rio Duero, que origina seu nome, é conhecida por vinhos potentes e elegantes, como os clássicos do velho mundo. Contudo, suas vinícolas são extremamente contemporâneas, arrojadas e sustentáveis. Quer descobrir um vinho que mostra a essência dessa região? Então, escolha o Nexus Pisarrosas.

Rueda

Não é só de Tempranillo que vive a Espanha, em Rueda as videiras mais plantadas são de uma uva pouco conhecida pelos paladares brasileiros, a branca Verdejo. Em sua maioria destinada a elaboração de vinhos jovens, mas ficando famosa pelos seus Verdejos barricados.

Jerez

Talvez o vinho que melhor represente o ditado “8 ou 80”. Uns amam e outros odeiam. Na região de Andaluzia, uma das mais antigas da Espanha e, talvez, a mais bela e quente, muito quente. Lá as uvas Palomino, Pedro Ximénez e Moscatel se desenvolvem sem maiores problemas, influenciada pelo solo calcário. São muitos estilos, impossíveis de caber nesse texto. Sem mais delongas, escolha alguns exemplares e deguste. Ah! Não se esqueça das azeitonas. Harmonizam como poucas outras iguarias.

La Mancha

Por lá se “respira” vinho por todo o lugar. No coração da Espanha encontra-se a maior faixa contínua de vinhedos do mundo, ou seja, há de tudo, mas a casta Garnacha é um destaque à parte. Inúmeras vinícolas podem ser citadas, mas aqui sugerimos uma com filosofia alternativa, contemporânea e orgânica, vá de Tinedo.

Penedès

Localizada na antiga Catalunha e com clima tipicamente Mediterrâneo, possui um enxurrada de uvas e vinhos diferentes, contudo, a estrela maior dessa região chama-se Cava. Os famosos espumantes espanhóis, elaborados pelo Método Tradicional, mas com uvas típicas da região, como Macabeo, Xarel-lo e Parellada.

Dica: Espumante Cava: entenda mais sobre o espumante mais famoso da Espanha

Portugal 

Pequeno em tamanho, grande em cultura. Portugal é sinônimo de autenticidade, graças a suas centenas de uvas autóctones

Douro

Com paisagens deslumbrantes, o Douro é a região mais famosa e tradicional de Portugal. Terra que produz os frutos que originam os Vinhos do Porto, que, embora tenha o nome de outra região, é nas íngremes montanhas do Douro que as pequenas videiras se desenvolvem. Mas não é só de Vinho do Porto que vive Portugal, excelentes tintos com uma pegada mais voltada ao novo mundo se destacam, como o Alma Grande Douro Reserva DOC.

Minho

Ao norte do país, com paisagens verdejantes, que inspiraram o nome de um dos vinhos mais produzidos e exportados de Portugal, o Vinho Verde. Leve, fresco, cítrico e deliciosamente efervescente. Quer sugestão, Calamares, seja na versão branca ou rosada. Agora que você já sabe qual é o vinho, corre para comprar o bacalhau.

Alentejo

A grande região do Alentejo, local que concentra a maior parte dos sobreiros portugueses e que resultam nas melhores rolhas de vinhos do mundo. Há muita diversidade em uvas, sejam autóctones ou castas internacionais, como a Syrah. Falando nela, já provou o Cabeça de Toiro Reserva?

Dão

Se você aprecia grandes vinhos tintos, com corpo potência e intensidade de aromas, não pense duas vezes, vá de Dão. Circundada por montanhas e com estações bem determinadas, invernos congelantes e verões secos, fazendo com que as videiras permaneçam vivas por décadas. Um exemplar que faz jus a fama da região se chama Catedral, que além de saboroso têm um super custo/benefício.

Alemanha

A Alemanha é repleta de histórias, sendo conhecida pelo seu clima frio, tanto que seus vinhedos estão localizados a partir da metade sul do país, onde os verões são suficientemente quentes para amadurecer as uvas brancas. Falando em uvas, duas se destacam, a Riesling e a Gewurztraminer. A primeira é conhecida por seus aromas resinosos e minerais, como petróleo e borracha, já a segunda exala um perfume floral irresistível, sendo complementado pelas notas de frutas e especiarias. Contudo, a Alemanha ainda sofre com a fama de produzir vinhos ralos e extremamente doces, mas com o esforço de vários produtores vem conquistando o coração de consumidores mundo afora.

Novo Mundo e sua história

A era do descobrimento impulsionou o desenvolvimento da viticultura e da vinificação para fora da Europa, sendo marcado pelas relações comerciais, imigrações, colonizações e navegações marítimas. 

As primeiras mudas foram transportadas para o Novo Mundo em navios espanhóis e portugueses, além dos britânicos e holandeses, que, embora não sejam produtores de vinhos significativos, gostam de consumir as melhores bebidas possíveis.

Com o passar dos anos, franceses e italianos também contribuíram para desenvolvimento de vários países, levando consigo os conhecimentos sobre o cultivo de uvas e o processo de elaboração de vinhos, alavancando o setor vitivinícola.  

Porém, no que eles se diferenciam? Além da geografia, destacam-se alguns fatores, como o comércio e a inovação. Como vimos no Velho Mundo o vinho é reflexo do terroir e cercado de tradições. Vale lembrar que nem sempre as tradições são benéficas, fazendo com que alguns processos sejam mais engessados. Já no Novo Mundo os processos tecnológicos são utilizados em grande escala, além de existir um padrão no cultivo das uvas, investindo nas castas francesas.

Outro fator interessante é relacionado aos vedantes dos vinhos, onde ótimos produtores defendem o uso de screw cap (tampa rosca). Quando falamos de barricas de carvalho, as mais utilizadas são as de origem americana, intensas aromaticamente, conferindo notas de aromas mais doces, como baunilha e chocolate. Além disso, você já percebeu que a maioria dos rótulos são mais descontraídos?

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Países que compõem o Novo Mundo

Brasil

A relação entre vinhos e o país do futebol é antiga, e não pense que tudo começou com os imigrantes italianos. Bem antes deles, exatamente no ano de 1531, os portugueses cultivaram as primeiras mudas de videiras no estado de São Paulo, no próximo século, os jesuítas espanhóis levaram mudas de videira para o sul do Brasil. Entretanto, houve um empecilho durante o percurso. O império português proibiu a produção vitícola no país, para fomentar a exportação dos já bem desenvolvidos vinhos portugueses. No século XIX uma grande leva de imigrantes franceses, alemães e, principalmente, italianos, trouxeram a tona a cultura do vinho. Um belo exemplo disso é a vinícola Casa Valduga, que mantem viva a cultura de seus antepassados, mas que utiliza as melhores tecnologias.

Uruguai

Um pequeno país no sul das Américas, com população reduzida e concentrada na sua antiga e bela capital Montevidéu, localizada próximo a região de Canelones que também é a principal região produtora de uvas. Pensou em Uruguai, lembrou de Tannat! Mas além da robusta casta tinta, existem preciosidades resultantes das castas Petit Verdot e Cabernet Franc, e a melhor prova disso são os vinhos da pequena vinícola Bracco Bosca.

Argentina

Sinônimo de Argentina é Malbec. Com uma cultura vitivinícola muito bem desenvolvida e enraizada, há séculos, elabora vinhos de alto padrão, principalmente na região de Mendoza, responsável por produzir mais de 70% do vinho argentino. Aqui sugerimos duas vinícolas com propostas muito distintas: Bodega Argento, com vinhos frutados, jovens e fáceis de beber. Agora, se o momento pede um produto mais estruturado, não hesite em escolher os rótulos da Bodega Vistalba. Ah! Mais uma dica. Não deixe de provar os vinhos da uva Bonarda e Torrontés, até porque não é só de Malbec que os vivem os "hermanos"..

Chile

Um dos maiores produtores de vinhos do mundo, o Chile é abençoado geograficamente. Ao norte o deserto do Atacama, ao sul a Patagônia, a oeste o oceano Pacífico e a leste a Cordilheira dos Andes. Carménère é a uva emblemática, mas Cabernet Sauvignon é imbatível. Já ouviu falar da vinícola Casas Del Bosque? Então, qualquer Cabernet Sauvignon será uma bela experiência.

Estados Unidos

Os americanos produzem e bebem muito vinho e a Califórnia é destaque no assunto. Embora tenha uma infinita variedade de uvas sendo cultivadas, Zinfandel. Falando nela, a vinícola Renwood é referência no assunto.

Dica: Saiba quando e como é comemorado o Zinfandel day

África do Sul

Um país lindo e com uma influência vitícola inusitada, pois os holandeses são os grandes colonizadores. Porém, o mais curioso e entristecedor em relação à cultura desse país é o período do Apartheid, que freou todo o desenvolvimento vitivinícola, retornando a partir de 1994. A África do Sul possui um clima muito parecido com o sul do Brasil, até porque está localizado no mesmo paralelo. Pinotage é referência, mas dê uma chance ao Syrah.

Austrália

Absurdamente gigantesco e ainda pouco explorado. Embora tenha uma produção vitícola expressiva, a maior parte dos vinhedos está localizada ao sul do país. Syrah é a uva destaque, mas por lá é conhecida como Shiraz.

Nova Zelândia

Do outro lado do mundo e com uma influência britânica pungente é a Nova Zelândia. Linda, intocada e única. Teria condições de ser um país quente, mas lembre-se que as ilhas que compõe essa nação estão circundadas pelo oceano Pacífico, conhecido por ser o oceano mais frio do planeta. Quando falamos em climas mais frios, logo pensamos nas variedades de maturação precoce, então, não titubeie em escolher um elegante Pinot Noir ou um aromático Sauvignon Blanc, ainda mais se forem produzidos pela super sustentável e tecnológica Yealands Group.

Como vimos, existem inúmeras diferenças entre os vinhos do Velho Mundo e do Novo Mundo. Agora que você já sabe quais são elas, fica mais fácil escolher uma bebida que agrade ao seu paladar. Porém, você também pode se aventurar e conhecer novas características de vinho.

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15/10/2019

Enólogo e Embaixador da Marca


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