Aprenda a decifrar os rótulos dos vinhos e não erre na escolha


Aprenda a decifrar os rótulos dos vinhos e não erre na escolha

Tão importante quanto saber apreciar a bebida é aprender a interpretar os rótulos de vinhos. Neles, encontramos informações essenciais para a escolha de um exemplar que nos agradará em cheio.

Em meio a tantas opções de vinhos no mercado, ficamos até confusos na hora de optar algum. Por isso, neste post, trouxemos algumas dicas relevantes sobre o assunto que lhe ajudarão nessa missão. Quer descobrir quais são elas? Então, continue a leitura e confira!

Como devem ser os rótulos de vinhos

Podemos considerar o rótulo como um documento de identidade do vinho. É através dele que conseguiremos obter várias informações, como sua origem, estilo, classificação de doçura e outros dados essenciais para que nós consumidores possamos fazer uma boa escolha. Nesse sentido, ele é como um guia, um meio de comunicação entre o produtor e o apreciador.

Para seguir uma padronização, os vinhos têm dois rótulos sendo um a frente e outro atrás da garrafa (contrarrótulo). De forma geral, o primeiro diz a classe da bebida (Vinho Fino, Vinho Comum, Espumante, Frisante ou Licoroso), graduação alcoólica, volume de líquido e, obviamente, o nome do produto e da vinícola produtora. Já o segundo informa a composição do vinho, a razão social do produtor e a identificação e endereço do importador, se for o caso.

Cada país tem uma especificação devidamente regulamentada sobre quais informações são obrigatórias por órgãos oficiais dos governos responsáveis. A França, por exemplo, é conhecida pela sua rígida regulamentação, e por isso os rótulos têm dados mais complexos.

Uma curiosidade interessante é que antes de comercializar o seu vinho, o produtor deve submeter um modelo de rótulo de suas bebidas com todas as informações necessárias para ser aprovado pelo órgão fiscalizador do país. E não pense que no Brasil é diferente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é quem fiscaliza e autoriza a comercialização dos produtos, seguindo regras bastante minuciosas.

Dica: Conheça quais são as 13 uvas mais tradicionais na produção de vinho

Informações a considerar

Neste tópico, apresentaremos os dados que você deve considerar na hora de escolher o seu vinho. Para isso, preste atenção nas seguintes questões dos rótulos.

Nome

É o primeiro dado que chama a atenção nos rótulos de vinhos, já que é o maior termo que você verá. Ele é usado para diferenciar uma bebida da outra e facilitar a divulgação. Afinal, quem conhece o nome do vinho que quer, vai direto a ele na hora de comprar. Muitas vinícolas estudam detalhadamente a origem do nome de seus produtos, criando uma identidade única para seus vinhos e até mesmo “humanizando-os”. Exemplo disso é o vinho Luiz Valduga, elaborado em homenagem ao patriarca/fundador da vinícola brasileira Casa Valduga. Também podemos referenciar vinícolas mundo afora, como a Yali, que leva o nome de uma reserva florestal chilena reconhecida por seus lagos e pássaros, por isso todos os rótulos simbolizam a flora e fauna.

Tipo

O tipo ou estilo do vinho é muito variável, podendo ser classificados de acordo com a sua cor (tinto, branco ou rosé), presença ou não de gás (espumante, frisante ou vinho tranquilo), dulçor (seco, meio-seco ou suave), entre outros aspectos. Em relação aos espumantes, a classificação do método de elaboração é essencial (Tradicional, Charmat ou Moscatel) e, além disso, a concentração de açúcares é mais detalhada em comparação aos vinhos tranquilos (sem gás), sendo classificados em Nature, Extra-Brut, Brut, Sec, Demi-Sec e Doce.

Safra

O ano da safra se refere à época em que as uvas foram colhidas. É uma informação bem importante na hora de escolher o seu vinho, já que por ela é possível ter noção da idade dele, mas não é só por isso.

Como sempre falamos aqui no blog, vinhos são bebidas vivas, ou seja, estão em constante modificação e também são um reflexo da safra das uvas, umas melhores outras nem tanto. De maneira geral, os vinhos com custo/benefício e indicados para o consumo mais jovem mantem um excelente padrão de qualidade, ano após ano, mas se você quer investir em um grande vinho, vele a pena atentar sobre a safra. Se você aceita uma sugestão, meu amigo, não passe por essa vida sem experimentar o Gran Leopoldina Chardonnay DO, safra 2018, com toda a certeza, é um dos melhores vinhos já elaborados em solo tupiniquim.

Vale ressaltar que a safra da uva não é obrigatória estar descrita nos rótulos, mas a maioria das vinícolas optam por mencionar. Se falarmos de vinhos famosos como Champagnes ou Vinhos do Porto, a maior parte desses vinho não é safrada, deixando no ar o mistério que nos instiga a prová-los.

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Produtor

Essa é uma das informações mais importantes, pois por meio do produtor dá para ter ideia da qualidade do vinho, até porque cada vinícola tem suas vocações e filosofias para elaborar seus vinhos, e como diz o ditado: contra fatos não há argumentos! Após o vinho ser aberto a verdade é revelada. Conhecer a reputação deles já é um grande passo para escolher bons vinhos.

Região

Pela região produtora você consegue identificar as características de diversos vinhos. Esse dado revela muito sobre o terroir: o famoso conjunto de fatores que considera o clima, o solo e a interação com a mão do homem como atores principais na elaboração dos vinhos.

Variedade

Aqui trata-se do tipo de uva que o vinho foi elaborado. Se você souber as características da casta, será mais fácil encontrar o vinho que agrada seu paladar. E falando em variedades de uvas que compõe os vinhos, saiba que quando uma única uva protagoniza a bebida chamamos de varietal, contudo, caso outras uvas sejam inseridas, podemos classifica-los como blend, corte ou mesmo assemblage.

Vale dizer que os vinhos com Denominação de Origem muitas vezes não descrevem as uvas nos rótulos, como os Barolos e Champagnes, pois tornaram-se produtos tão clássicos e famosos que para a maioria dos consumidores poderá soar como redundante.

Temperatura

A temperatura de serviço não é necessariamente uma informação que influencie diretamente na sua escolha. Porém, é interessante observá-la para que você tenha a melhor experiência com a bebida.

Teor alcoólico e volume

A graduação alcoólica é um dado que deve ficar exposto no rótulo. O teor de álcool de um vinho, entre outros fatores, pode ser responsável pelas características, estilo e, até mesmo, a classificação dele. Além dessa informação, deve constar a quantidade do líquido na garrafa.

Dica: Afinal, o que são castas de vinho?

Rótulos de vinhos brasileiros

Como dissemos anteriormente, cada país tem as suas normas de como devem ser os rótulos de vinhos, e o Brasil não é diferente. Além das informações que citamos no tópico anterior, outros dados são obrigatórios nos vinhos brasileiros. Veja.

  • número de registro: todo rótulo deve conter o número do registro do produto no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
  • ingredientes: aqui são encontrados os dados da matéria-prima, a uva e os aditivos;
  • lote: a numeração do lote facilita a localização de produtos com algum tipo de problema;
  • validade: no caso do vinho, o prazo é indeterminado;
  • frases de advertência: para vinhos as frases são sobre não conter glúten e consumo moderado de bebidas alcoólicas;
  • classificações básicas: espécie das uvas, cor do líquido e concentração de açúcar.

Ainda sobre a nossa legislação, quando o rótulo apresenta a expressão “vinho de mesa” é porque as uvas utilizadas são de espécies americanas (Isabel, Bordo, Concord, Niágara, etc.), resultando nos famosos “vinhos comuns ou coloniais”. Já para os vinhos elaborados com uvas de descendência europeia, também chamadas de viníferas, deve conter na classificação a palavra “fino” ou “nobre”, este último em vigor a pouquíssimo tempo.

Os rótulos de vinhos apresentam informações importantíssimas que servem de base para a escolha da bebida. Por isso, é tão relevante saber interpretá-los para que você opte pelo melhor vinho em cada ocasião.

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Por
06/08/2019

Enólogo e Embaixador da Marca.


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