Veja 13 curiosidades sobre vinhos que talvez você não saiba


Veja 13 curiosidades sobre vinhos que talvez você não saiba

A viticultura é um estudo abrangente do cultivo das vinhas, compondo diversas curiosidades sobre vinhos e todo o seu processo. Por isso, reunimos algumas delas, abordando cada etapa.

Investir em conhecimento sobre a elaboração dos vinhos é uma prática comum e interessante para os enófilos. Entender como a qualidade da uva é afetada a partir das condições climáticas, do solo, do manejo e dos sistemas de condução, aumenta a percepção visual, intelectual e gustativa.

A seguir, veremos quais são as curiosidades sobre vinhos e viticultura. Assim, você poderá compartilhar com os amigos enquanto degustam uma bebida de qualidade, além de conhecer melhor o processo desde o cultivo até a elaboração. Tenha uma ótima leitura!

1. Uvas americanas e viníferas

O consumo de vinho fino tem aumento a cada ano, enquanto o vinho de mesa tem a sua base de apreciadores da bebida. No entanto, ambos têm características distintas e agradam a diferentes enófilos. Porém, qual a diferença entre eles? Não saber essa resposta pode fazer com que você adquira um produto contrário às suas expectativas.

O vinho de mesa é feito com as uvas americanas, que também são apropriadas para a produção de sucos e uvas-passas e para o consumo direto. Já os vinhos finos são elaborados a partir das viníferas e compostos por frutos de melhor qualidade. A espécie Vitis Vinífera se diferencia pelo seu tamanho menor e por sua casca mais grossa e densa.

2. Sistema de condução

A videira precisa ser cultivada com o apoio de um suporte para compor o dossel vegetativo e as partes perenes. É justamente essa distribuição em conjunto à sustentação que compõem o sistema de condução.

A prática visa conduzi-la ao crescimento correto e traz vantagens para a elaboração de um vinho de excelência para você degustar com os amigos. Por isso, conheça os dois tipos mais comuns e saiba a diferença entre eles, logo abaixo.

Espaldeira

É o sistema mais usado nos principais países que cultivam a videira e se adapta bem às variedades de uvas viníferas. Assim, é preferível para a elaboração de vinhos finos, por preservar a qualidade da bebida.

Latada

Também chamado de pérgola, foi trazido por imigrantes italianos e se popularizou na região sul do Brasil. É indicada para sucos e vinhos coloniais, além de ser bem comum na Serra Gaúcha, em Santa Catarina, em países como Chile, Argentina e Uruguai, e partes da Europa.

Dica: 4 razões para você aprender sobre vinhos e virar um expert!

3. Dormência

A dormência é uma das fases do ciclo da videira. No outono, ela entra nessa etapa na qual não há crescimento e nem folhas. Pode até parecer que estão inativas, mas continuam o seu processo produtivo, mantendo o funcionamento do metabolismo.

A sua resistência ao frio depende de condições, como clima, ambiente, variedade, tecidos e desenvolvimento. Quer saber de onde vem a fonte de energia durante esse período? Dos carboidratos obtidos no ciclo anterior à dormência, estacados nas raízes, braços e troncos.

4. Poda

Trata-se da retirada de partes da planta que pode ser no repouso vegetativo — poda seca ou hibernal —, ou durante o seu desenvolvimento — poda verde. Essa é uma atividade importante para conseguir uma safra produtiva, pois limita o número de gemas com o objetivo de harmonizar a capacidade produtiva e garantir um ótimo crescimento dos ramos.

5. Choro da videira

Você já ouviu falar em choro da videira? Esse nome curioso representa o líquido adocicado que sai da planta ao cortar os sarmentos. Isso acontece quando as raízes estão ativas e absorvendo água do solo e, como ainda não há folhas para retê-la, é eliminada ao cortar os ramos.

Ressaltamos que esse é um processo natural e não prejudicial ao plantio, muito menos ao resultado do vinho que chega a sua mesa. É apenas um indicativo do início da brotação, normalmente, no final do inverno e começo da primavera, com o aumento da temperatura.

6. Brotação

A brotação ocorre após o período de adormecimento da videira, por meio dos nutrientes acumulados pela planta no ciclo anterior. As gemas — formação inicial dos ramos — incham e empurram as camadas protetoras, dando surgimento às primeiras folhas.

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7. Inflorescência

Esse é o nome dado aos diferentes modos de agrupamento das flores sobre os ramos. No caso da videira, são suportadas por pedicelos e dispostos em um eixo. A sua flor passa por três processos: embrião floral, diferenciação da inflorescência e formação das flores. As inflorescências aparecem rapidamente nas primeiras folhas, após a brotação.

8. Floração

A velocidade de crescimento das flores é impactada de acordo com o clima e a umidade do solo. Caso o tempo esteja seco e frio, o período é retardado, mas diante de um solo fresco e temperatura de 25 °C, pode chegar a 5 cm por dia. Em exposição a condições climáticas favoráveis e um ramo vigoroso, os botões se separam e adquirem forma. São elas que dão vida às uvas.

9. Fecundação

Antes de falarmos sobre a frutificação das uvas, é preciso saber como acontece a sua formação. A videira, como muitas plantas, é hermafrodita, e cada vinha passa por sua própria geminação, sem que dependa das outras. Após a fecundação, o cacho é desenvolvido e surgem os frutos.

Há outros casos em que as flores são fertilizadas antecedendo a floração, como a Malbec. Já o Marufo é composto apenas por órgãos femininos, ou seja, precisam de outras castas para fecundar os seus ovários.

10. Frutificação

A uva é um fruto do tipo baga, com formatos, aromas, tamanhos, consistências e cores variáveis. Assim, a sua diversidade permite sabores ácidos, amargos, doces e adstringentes. A frutificação acontece a partir do terceiro ano desde o plantio, durante o ano todo na região nordeste e de novembro a março no sul.

Dica: Como escolher os melhores vinhos?

11. Maturação das uvas

Esse é o momento responsável pelo amadurecimento das uvas e o fator principal na qualidade final dos vinhos. A maturação é iniciada em temperaturas em torno dos 27 °C e quanto maior ela for, maior será a concentração de açúcares e menor a de ácidos.

Em plantas como o Pinot e o Chardonnay, a maturação se completa em meados de agosto e são mais ácidas por serem precoces. Por isso, são usados na elaboração de espumantes e champagne.

Em contrapartida, com o Nero D’Avola, o Nebbiolo e o Barbera, ocorre entre setembro e outubro, sendo considerados tardios. Assim, temos vinhos mais suaves devido à presença de açúcares.

12. Controle do dossel vegetativo

É a área na qual as folhas e os galhos formados pela planta se espalham. O manejo do dossel vegetativo melhora essa distribuição, diminuindo o sombreamento interno e favorecendo a captação solar, além de evitar o desenvolvimento do microclima, responsável pelo surgimento de pragas.

13. Colheita

Então, chega a etapa final. É o momento em que as uvas atingem os níveis adequados de açúcares e ácidos para a elaboração de vinhos de qualidade. O período de colheita se inicia no verão e pode se estender até o outono. Isso vai depender de questões como desenvolvimento dos frutos, clima, solo e decisão dos próprios profissionais.

Agora que você já conhece as curiosidades sobre vinhos e o seu processo, ficou fácil entender a relação entre a videira e questões, como o clima e o solo, na elaboração da bebida. A partir dessas informações, você está apto a eleger o melhor vinho da prateleira ou escolher o que mais agrada no cardápio do restaurante, considerando a doçura ou a acidez.

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Por
05/12/2019

Enólogo e Embaixador da Marca


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