Por que alguns vinhos são mais caros que outros? Entenda aqui!


Por que alguns vinhos são mais caros que outros? Entenda aqui!

Uma das grandes curiosidades entre os enófilos é o motivo de alguns vinhos serem mais caros do que outros. Assim, como a maioria dos produtos, a bebida também tem uma variação de valores que pode ser muito discrepante.

Contudo, então, o que eleva o preço do produto? A marca? A elaboração? O cultivo? O Terroir? A safra? Bom, esses e outros fatores estão envolvidos no valor final da bebida. Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura, e entenda por que existem vinhos mais caros do que outros. Confira!

Lei da demanda e oferta

Como o restante do mercado, os vinhos também sofrem variação com a lei da demanda e da oferta. Isso significa que quanto maior a procura por determinado rótulo, mais caro ele ficará e se manterá assim enquanto houver procura por parte dos consumidores.

Um grande exemplo são os vinhos produzidos na região de Borgonha, França. São famosos e muito buscados por todo o mundo. Porém, como a produção não consegue ser ampliada e a demanda continua forte, o seu valor se mantém elevado.

Mão de obra valorizada

O custo da mão de obra do local também conta, e muito, para a precificação do vinho. O trabalhador argentino ou chileno não ganha tanto quanto um francês, e isso justifica os valores mais em conta de um vinho do que do outro.

Mais um fator que colabora é o processo de industrialização da vinícola. Quanto mais máquinas fazendo a função humana, menor é o custo de produção. Por isso, sabemos que o trabalho artesanal é muito mais valorizado financeiramente. 

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Colheita manual

Aproveitando o assunto anterior, a colheita manual também é um dos processos que interfere nas características do produto final. Geralmente, os vinhos mais caros são elaborados a partir de uvas colhidas manualmente em vez de máquinas agrícolas.

Isso porque é nessa hora que o trabalhador faz a primeira seleção da matéria-prima, favorecendo as uvas maduras e sadias, ao contrário do maquinário que não será capaz de fazer essa triagem. Esse cuidado eleva a qualidade do vinho, e por esse motivo é costume as vinícolas o mencionarem no rótulo.

Transporte e matéria-prima

Os gastos com o transporte e a matéria-prima influenciam diretamente nos cálculos dos custos de um vinho. É certo que em bebidas mais caras isso não faz tanta diferença, pois não é esse o fator determinante para a valorização.

Porém, nas bebidas mais baratas o transporte em longas distâncias faz com que o preço final aumente, e aí sim seja relevante. Por exemplo, os vinhos vindos de Portugal e França custam mais caro que os do Chile ou Argentina, comparando qualidades semelhantes.

Vinhedos com baixa produção

Quanto menor a produção de um vinhedo, mais caro será o produto final, já que serão produzidas poucas garrafas. Isso porque para obter uvas com maior concentração aromática e com taninos de melhor qualidade é necessário trabalhar a vinha com podas frequentes, o que leva ao desenvolvimento de menos frutos.

Dessa maneira, as vinícolas que priorizam a qualidade e não a quantidade, repassam esses custos à bebida. Sendo assim, esse é mais um fator para que os vinhos mais caros sejam também, em sua maioria, grandes exemplares.

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Evolução em barris de carvalho

Grande parte dos vinhos mais caros amadurece em barris de madeira. O carvalho, madeira muito utilizada, é um material de custo elevado, principalmente se for de origem francesa. Fora isso, o tempo em que a bebida passa descansando, quando necessário, também influencia sobre seu valor final.

Problemas com a produção

Quando há desastres naturais, como terremotos, incêndios, geadas, granizo e, até mesmo, as pragas que atacam as vinhas, a produção diminui consideravelmente, o que também é um fator relevante para subir o preço daquela safra.

Com os frutos de menor qualidade, as vinícolas aumentam a produção de vinhos mais baratos e reduzem a dos rótulos mais caros. Lembra-se da lei da oferta e demanda? Com menos garrafas no mercado, mas cobiçado será o vinho.

Raridade do rótulo

Alguns vinhos custam milhares de reais sem terem grandes fatores decisivos na parte da produção que justifique o valor. A verdade é que se trata de exemplares raros e que são disputadíssimos, o que eleva o seu custo.

Nesse caso, não há um teto de preço, pois o que conta aqui é o quão difícil é conseguir um exemplar. Um exemplo é o vinho Château Lafite, de 1787, vendido por 156.450 dólares por ter pertencido a Thomas Jefferson.

Método de elaboração

Nos vinhos mais baratos, as uvas são colhidas por máquinas e fermentadas em grandes tanques. Logo após, a bebida é envasada e as garrafas vão para as prateleiras dos mercados, sem muita cerimônia. Assim, é possível aumentar a produção e lucrar pela quantidade.

Já os vinhos mais caros têm todo o processo de forma artesanal e acompanhado de perto por uma equipe de especialistas, no caso, enólogos. A colheita é manual, a bebida fica mais tempo na vinícola ocupando espaço, evoluindo, tanto em barris de carvalho, quanto nas próprias garrafas por meses ou até anos, sendo considerados tecnicamente como os melhores vinhos.

Ou seja, a vinícola demora ainda mais para receber o valor sobre o vinho, o que torna justo que seja mais elevado. Por isso o método de elaboração é fator determinante para a precificação da bebida.

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Prestígio com boas notas

As boas notas dos críticos são o suficiente para subir o valor do vinho. Uma boa avaliação de profissionais renomados em um rótulo faz com que o preço da próxima safra se eleve.

Agora, se o mesmo vinho recebe boas notas de forma consistente, ou seja, ano após ano, a tendência é que o valor da garrafa se estabilize em um patamar alto, tornando-se assim um vinho mais caro.

Viu como existem diversos fatores que fazem um vinho mais caro que o outro? Além desses, existem vários outros que também influenciam, como a tradição da vinícola, o marketing, o terroir e, até mesmo, os polêmicos impostos. Tudo isso torna um rótulo ainda mais interessante para ser degustado.

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Por
27/08/2019

Enólogo e Embaixador da Marca


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