Qual o papel do teor alcoólico presente no vinho?


Qual o papel do teor alcoólico presente no vinho?

Um bom vinho tem em sua base a quantidade perfeita de álcool e ácidos: duas características primordiais para a produção de um rótulo de destaque. Quem conhece a sensação de experimentar um exemplar redondo, sabe a importância do equilíbrio entre todos os seus componentes.

Ao sentir o vinho em boca, álcool, taninos e ácidos se completam em uma experiência gustativa rica. Para entender melhor sobre esse tema, preparamos um artigo sobre o papel do teor alcoólico do vinho.

Prepare-se para aprofundar seu conhecimento sobre a enologia!

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De onde vem o álcool do vinho

O álcool presente no vinho é o resultado da fermentação dos açúcares da uva (glicose e frutose), que acontece graças a presença de leveduras no mosto. Na realidade, todo o cultivo, vindima (colheita) e processo de vinificação, dependem diretamente da concentração correta de açúcares no fruto.

Cada tipo de uva precisa de condições diferentes para ser considerado maduro. De acordo com a legislação brasileira, eles devem ter potencial alcoólico entre 8,6% e 14%. Ou seja, a uva deve apresentar uma concentração de açúcares que, quando fermentados, resultem no teor alcoólico do vinho esperado. No geral, todos os tipos de uvas têm potencial para produzir bons vinhos. 

Na prática, a equação correta é sabida com maestria pelos viticultores experientes. Orientados pelo clima, pela qualidade do solo e a partir do comportamento das plantações em anos anteriores, eles têm todas as respostas para uma vinificação de qualidade.

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O poder do meio ambiente na produção da bebida

Engarrafar uma bebida de qualidade não é tão simples como plantar uma muda e esperá-la crescer. Diversos fatores influenciam o teor alcoólico do vinho e, consequentemente, a sua complexidade.

Desde aqueles ligados ao cultivo, como altitude e latitude do local da plantação, passando pelas condições climáticas no momento da colheita, até as castas escolhidas e os métodos de fertilização aplicados. Também são determinantes as técnicas enológicas, assim como a presença de açúcares residuais e a fortificação artificial da bebida.

Acima de tudo, o clima é o fator determinante para a graduação alcoólica que uma uva pode atingir. Isso porque a temperatura do local, assim como a incidência de luz nos frutos, vão determinar o tempo de maturação das uvas. Em regiões onde os verões são de calor intenso e de muita luminosidade, o amadurecimento dos frutos acontece de forma rápida

A quantidade de álcool e a qualidade do vinho

Todo o poder que o teor alcoólico do vinho tem na percepção de sabores, e na sua popularização com o público, traz consequências para a produção. Isso porque à medida que as pessoas se acostumam com os paladares de cada rótulo, passam a ser necessárias novas formas de expressão das uvas para continuar surpreendendo os apreciadores.

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Na realidade, a graduação alcoólica do vinho é apenas uma das características que devem ser observadas. O importante é que ele seja saboroso e completo, e isso pode acontecer tanto em garrafas com graduação acima dos 14% quanto naquelas mais baixas.

Em todo o mundo, essa é a grande busca dos vinicultores: produzir vinhos que agradem ao paladar e sejam completos dentro de si mesmos. Na realidade, qualquer uva, quando cultivada corretamente e livre de pragas, pode ser transformada em um vinho com teor alcoólico moderado e equilibrado

Como o álcool é percebido na degustação

O teor alcoólico do vinho é o que permite o desenvolvimento de sua complexidade e do seu equilíbrio. Enquanto bebidas com grandes graduações suportam maior acidez e trazem suavidade ao paladar, os ricos em taninos e ácidos são percebidos como ásperos. Falta justamente o álcool para dar suporte para essas características.

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Durante a degustação, o sabor do etanol é percebido como doce e provoca uma sensação de textura macia na boca. Já os taninos são responsáveis pelo amargor e pela textura rugosa da bebida. Por fim, os ácidos dão nervosidade aos vinhos e exigem sabores que complementem essa sensação para não evidenciar a aspereza e amargor característicos.

O equilíbrio da bebida, sua peça fundamental

Sabores que se completam e transformam as sensações do paladar em novas experiências. É isso que todo produtor de vinhos procura atingir com suas bebidas. A principal forma de conquistar o equilíbrio entre as diferentes nuances, é acertar a graduação alcoólica. Essa será a base para que ácidos e taninos possam se expressar livremente.

Em geral, quanto maior a graduação alcoólica de um vinho, maiores são as chances de conquistar quem o experimenta. Os tipos com teor alcoólico acima de 13% são considerados quentes e aconchegantes – ideais para uma noite de frio em frente à lareira. Já aqueles que se aproximam dos 11% são rótulos geralmente mais leves e rápidos. Essas bebidas são mais refrescantes e ideais para dias quentes. 

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A acidez ideal para cada vinho

Enquanto o teor alcoólico do vinho é o suporte técnico para todos os sabores e aromas se destacarem, a acidez é responsável por dar forma e conferir longevidade à bebida. Esses dois fatores estão diretamente relacionados entre si. Juntos, eles compõem o equilíbrio de sabores e sensações ao degustar uma bela garrafa.

Vinhos muito ácidos, que podem provocar sensações muito evidentes ao paladar, necessitam de teores alcoólicos mais elevados para adquirirem equilíbrio e serem apreciados em sua totalidade. Ao mesmo tempo, uma baixa taxa de acidez pode deixá-lo excessivamente plano.

Aqui, a regra é a mesma e, portanto, o teor alcoólico será mais baixo. Nesses rótulos, a sensação de frescor e de leveza são o resultado de uma boa proporção entre a acidez e o teor alcoólico.

Quando com a acidez adequada, um vinho provoca a salivação e expande as potencialidades gustativas de quem o experimenta. Por isso, uma bebida demasiado azeda pode agredir o paladar e arruinar o cardápio.

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Por outro lado, a baixa acidez pode transformar todos os esforços de harmonização em uma experiência bem desinteressante. Mais importante que a quantidade de ácidos, é a força dessa acidez para compor o corpo.

Sem dúvidas, um grande rótulo é aquele que agrada ao paladar, mas também surpreende quem o degusta. Por isso, é seguro afirmar que o teor alcoólico do vinho é de suma importância para o sucesso da experiência. Quanto mais harmônicas e equilibradas as construções de sabores, mais complexos e surpreendentes serão as bebidas.

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03/01/2017


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