7 mitos sobre o vinho que você precisa parar de acreditar


7 mitos sobre o vinho que você precisa parar de acreditar

Por ser uma bebida amplamente consumida em todo o mundo, não é de se estranhar que as pessoas desenvolvam teorias sobre o vinho que nem sempre condizem com a realidade. Por isso, esclarecemos alguns mitos sobre o vinho que todo apreciador precisa desmistificar.

Todos nós temos nossas vinícolas e estilo preferido, mas um bom enófilo não pode se deixar limitar por isso. Afinal, existe um universo de sabores desconhecidos que estão à sua espera.

Assim, quando for degustar sua taça na companhia de amigos, você pode esclarecer estas questões e demonstrar a todos que, além de bom gosto para a bebida, você também tem muito conhecimento sobre o assunto. Confira!

1. Vinhos caros são os melhores

Não podemos negar que, na maioria dos casos, os vinhos com um custo elevado são excelentes. Porém, existem algumas garrafas com preços bastante acessíveis que aparecem nas listas de melhores vinhos do ano com regularidade. Isso acontece porque o preço da garrafa é influenciado por fatores que nem sempre incluem a qualidade.

Vinhos vindos de lugares como Brasil, Argentina e Chile conseguem um excelente resultado a um preço bastante acessível. O segredo é procurar marcas que tenham respeito no mercado ou investir em boas uvas que tenham saído de regiões não tão tradicionais. O resultado pode surpreender.

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2. Vinhos antigos são mais saborosos

Na verdade, pouquíssimos exemplares dessa bebida conseguem resistir a mais que sete anos após a produção. Isso acontece porque o oxigênio – até mesmo o que fica dentro da garrafa –, ao entrar em contato com a bebida por demasiado tempo faz com que ela oxide, prejudicando o sabor e o aroma, ficando com aspecto avinagrado.

Por isso, na maioria dos casos, a vinícola é que determina o ano ideal para o vinho ser consumido. Assim que uma determinada safra é disponibilizada no mercado, supõe-se que ele está no seu melhor momento para ser apreciado. Vinhos em supermercados costumam ser mais jovens e ter um giro de mercado mais rápido, por isso o ideal é escolher os mais novos. 

Outro mito relacionado a isso é que vinhos brancos não podem ser envelhecidos, mas é igualmente falso: Portugal tem alguns exemplares que podem ser envelhecidos por até 50 anos, sem perder a qualidade nem oxidar!

Pelo mesmo motivo, uma garrafa de vinho costuma ser consumida por inteiro após aberta. Caso seja guardada em geladeira, o sabor pode se alterar, prejudicando a apreciação da bebida. Para prolongar a duração depois que a garrafa for aberta, é possível usar uma bomba de vácuo, capaz de aumentar a vida do vinho por alguns dias.

Dica: Guia de compra de vinhos: como não errar na escolha?

3. Bons vinhos possuem rolha de cortiça

A rolha é frequentemente associada à qualidade do vinho, já que é capaz de manter a garrafa hermeticamente lacrada, o que significa, em teoria, que a bebida fica mais protegida da ação do oxigênio.

Porém, o screw cap, aquela tampa de alumínio que costuma ser encontrada nos vinhos da Austrália e Nova Zelândia, consegue separar melhor o oxigênio da bebida, preservando o aroma e o sabor, além de ser mais prática e mais barata.

Por isso, não é a forma de fechar a embalagem que vai demonstrar a qualidade de um vinho, e sim o aroma e o sabor da uva e o cuidado da produção. Deixe de lado os preconceitos!

Dica: Produção do vinho: como acontece a fermentação da uva?

4. Vinho rosé é feito com sobras de vinhos tintos

Uma grande mentira, atualmente encontramos excelente produtores de vinhos e espumantes rosés que prezam muito pela sua qualidade. 

Os rosés podem ser elaborados de duas formas:

- Misturando vinho tinto e vinho branco, como frequentemente acontece com os champagens rosés

- Macerando suavemente o vinho com a casca das uvas tintas até extrair uma cor delicada. 

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5. Garrafas pesadas sempre carregam bons vinhos

Quem não se deixa impressionar por uma bela garrafa, com invejável estrutura em vidro? Geralmente, essas garrafas são acompanhadas de bebidas encorpadas e envelhecidas por um bom tempo, mas não é garantido que o líquido será de qualidade. A garrafa maior pode servir para indicar a hierarquia de um vinho dentro do portfólio de uma vinícola. Geralmente, os vinhos mais nobres de um produtor são envazados em garrafas mais pomposas para passar a ideia de nobreza, mas isso não significa que ele seja o mais indicado para o seu paladar.  

Outro ponto deste mito é que essas bebidas costumam ser bem caras, nem sempre entregando um custo-benefício interessante para quem gosta de apreciar o vinho. Da mesma forma que vinícolas mais novas podem oferecer vinhos melhores que as antigas, a embalagem nem sempre é garantia de sabor e aroma.

Dica: Entenda o que é a análise sensorial do vinho e como ela é feita

6. Vinho tinto é acompanhamento para carne e vinho branco para peixes

Este é um dos mitos sobre o vinho que pode ser considerado parcialmente verdade. Em geral, seguir essa regra garante mais segurança para quem não está acostumado a harmonizar bebidas, mas a pessoa perde deliciosas combinações inesperadas.

Todo esse conhecimento é baseado nos taninos do vinho, que estão presentes no vinho tinto, e quando combinados com peixe deixam um sabor metálico na boca. Porém, peixes também podem ser acompanhados de vinhos tintos de uvas leves, como os Pinot Noir, que possuem uma quantidade menor de taninos.

Em todo caso, não tenha medo de experimentar diferentes combinações para saber o que agrada mais ao seu paladar. A harmonização de vinhos depende mais do que é gostoso para você do que qualquer regra criada.

Dica: Pizza e vinho: 5 combinações deliciosas

7. O vinho branco é produzido com uvas brancas

Depois de ler o mito 4, você já deve estar desconfiando desta afirmação, pois sabe que a tonalidade do vinho vem da casca. Como o miolo da fruta é da mesma cor, independente da cor da casca, é plenamente possível produzir vinho branco de uvas escuras, não é mesmo?

Acertou em cheio! Existem vinhos brancos produzidos com uvas escuras, como é o caso dos espumantes brancos que levam Pinot Noir em sua composição, eles se preservam claros, pois não possuem contato com a casca na fermentação. Porém, existem algumas uvas, como a Alicante Bouschet, que produzem vinho tinto por meio de sua polpa. Essas espécies são chamadas de uvas tintória.

No entanto, como se pode imaginar, é impossível produzir vinhos tintos a partir de uvas brancas, já que não há a coloração na casca da fruta.

O universo dos vinhos é maravilhoso, e a cada descoberta, o enófilo se apaixona mais por essa bebida cheia de possibilidades. No entanto, a melhor forma de derrubar mito por mito é experimentar a maior gama de espécies possível, para saber qual seu aroma e paladar.

Por isso, além de ler sobre o assunto, deixe seus preconceitos de lado e estude sobre a bebida da melhor forma possível: adquirindo novos rótulos, misturando com alimentos de variados sabores e descobrindo quais agradam mais a você e seus amigos.

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Conhece mais alguns mitos sobre o vinho que você gostaria de esclarecer? Conte para a gente nos comentários!




Por
02/03/2017

Embaixadora Famiglia Valduga


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